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mariana

06 de Novembro, 2023

Estou viva, estou viva, estou viva - Maggie O'Farrell

mariana

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“I took a deep breath and listened to the old brag of my heart. I am, I am, I am” (The Bell Jar – Sylvia Plath)

Screaming, crying, throwing up! Literalmente, porque esta que vos escreve está em casa e doente, neste momento.

Já me tinha cruzado com este livro algumas vezes, e quando percebi que era 1) uma autobiografia, 2) sobre mortalidade, 3) com uma escrita incrível e 4) estava disponível na biblioteca municipal, fui a correr fazer um cartão, trazê-lo para casa e ignorar todos os livros que estão na estante e que efetivamente paguei para ler.

Maggie O’Farrell conta-nos as experiências de quase morte que teve ao longo da sua vida, na forma de acidentes, doenças ou meros impulsos. Fá-lo não cronologicamente e de forma que a vejamos enquanto criança, adolescente, adulta, solteira, casada, mãe, a trabalhar, a viajar.

Acho que é por isto que se torna tão fácil de nos relacionarmos com a história da autora. Todos nós já vivemos o suficiente para termos tido alguma ideia que nos podia ter corrido muito mal, um susto de saúde ou um acidente que nos relembra de como as nossas vidas são frágeis.               

Ironicamente, apesar de ser uma leitura tensa e existirem vários momentos tristes, não foi um livro que tivesse achado pesado no fim (digo isto como se não tivesse chorado umas 30 vezes). Não o acabei com a sensação de pânico de “vou morrer, vou morrer, vou morrer”, deu-me sim aquele lembrete de que “estou viva, estou viva, estou viva”.